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Menopausa precoce pode ser fator de risco para sintomas do Alzheimer?

26 de fevereiro de 2024 | Carreiras

Recentemente, foi lançada nos Estados Unidos uma publicação que tem dividido opiniões. A pesquisa sugere que a idade precoce na menopausa (abaixo de 40/45 anos) e o início tardio da terapia hormonal pode ser um fator de risco para demência da Doença de Alzheimer (DA). Para compreender, falamos com dois especialistas do Hospital Moinhos de Vento.

Segundo o neurologista Dr. Wyllians Vendramini Borelli, o tratamento com hormônios vinculado à possibilidade de desenvolver a demência tem sido controverso. “Alguns estudos longitudinais, ou seja, que acompanham os pacientes por alguns meses ou anos, indicam que a reposição hormonal precoce ou tardia não interfere neste risco”, analisa.

“Já o conteúdo publicado agora traz uma informação diferente: a menopausa precoce e o início tardio da reposição hormonal aumentariam o risco de acumular uma proteína que é parte do mal de Alzheimer (a tau fosforilada). Esse dado é o primeiro que mostra o acúmulo desta proteína e associa a este período da mulher, assim como ao uso da reposição hormonal”, salienta o Dr. Wyllians Vendramini Borelli.

“O interessante é ponderar sobre o uso da reposição hormonal, porque a maioria dos pacientes com Alzheimer é formada por mulheres em período pós-menopausa. Assim, esse levantamento não define, mas contribui para o pensamento de que a menopausa tardia e a reposição hormonal precoce podem proteger contra o Alzheimer. Os próximos estudos longitudinais devem confirmar ou refutar esse fato”, pondera.

Fatores Múltiplos

Por sua vez, o neurologista Dr. Raphael Castilhos avalia que não há nenhuma pesquisa similar no Brasil. “Seria importante termos levantamentos assim em outros lugares, não só nos Estados Unidos, pois sabemos que são múltiplos os fatores associados ao declínio cognitivo e à demência. Não é somente o Alzheimer. Então, precisamos estudar”, sugere.

“Também temos conhecimento de que existe uma associação entre a menopausa precoce e terapia hormonal tardia com o acúmulo da proteína tau. Entretanto, em uma população existem outros fatores de risco que são diferentes (como hipertensão, diabetes, tabagismo e álcool) e que influenciam para o declínio cognitivo”, argumenta Dr. Raphael Castilhos.

“Portanto, ainda é cedo para confirmar se estas conclusões irão mudar a indicação de prescrever uma terapia hormonal, assim que a mulher entra na menopausa. Talvez mais estudos sejam necessários, em outros grupos de pessoas, para que, no futuro, seja mudada a conduta, pensando em uma prevenção do declínio cognitivo”, projeta.

Há como se prevenir?

“Existem muitos fatores de risco. Os não modificáveis incluem a idade e o componente genético (com o acúmulo de tau e beta amiloides, por exemplo). Mas existem os fatores de risco modificáveis, nos quais podemos intervir precocemente, em torno da meia idade ou até antes. Já temos evidências de que o controle da hipertensão, diabete e da obesidade, além do exercício físico, do convívio social e a diminuição do uso de álcool também reduz a chance de declínio cognitivo não só em mulheres, mas em homens”, ressalta Dr. Castilhos.

Recomendações às pacientes

“Então, neste momento ainda é cedo para sugerir essa terapia hormonal. Mas é importante identificar as pessoas que têm fatores de risco para poder intervir. Até porque essa terapia está associada a outros riscos, como trombose e AVC (Acidente Vascular Cerebral)”, recorda.

“Sobre orientações às pacientes, diria que as mulheres que têm uma menopausa precoce, antes dos 40 anos, devem procurar atendimento médico para, em primeiro lugar, saber qual é a causa disso. Claro, ela pode ser induzida até pela “ooforectomia”, que é a retirada dos ovários. Mas em caso de uma menopausa espontânea, antes dos 40 anos, é preciso ter uma consulta com um ginecologista para entender o motivo”, ressalta o Dr. Castilhos.

O Centro da Memória fica na nova Clínica Moinhos Teresópolis. Contato para informações e agendamento podem ser feitos pelo whatsApp (51) 98012-9936 ou pelo call center, nos telefones (51) 3314-3300 ou 3314-3434, ramal “8687”.

 

Fontes: Neurologistas Dr. Wyllians Vendramini Borelli (CRM 42970) e Dr. Rafael Castilhos (CRM 28282).

 

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