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Empresas investem em ciência de dados para transformar o marketing e a comunicação

Em debate promovido pelo Hospital Moinhos de Vento, especialistas falaram sobre as estratégias de grandes marcas para se destacar e ter mais assertividade nas decisões

Nunca se consumiu tanto conteúdo. O brasileiro, que já passava em média nove horas por dia na internet, com a pandemia e o isolamento está ainda mais dependente das informações e produtos que chegam pelos meios de comunicação, especialmente a web. Ao mesmo tempo que isso representa oportunidades infinitas para as marcas, os grandes desafios são se diferenciar, fazer mensagens e ações chegarem com eficiência nos públicos e acertar.

Com o tema “Transformação digital no marketing: você está preparado para isso?”, a sétima edição da live Moinhos Talks, transmitida pelo YouTube na noite desta quarta-feira (5), reuniu três especialistas na área. A apresentação e mediação ficou a cargo da gerente de Relações com Mercado do Hospital Moinhos de Vento, Diocelia Jungbluth, e o debate teve como convidados Greta Paz, da Eyxo Estratégias de Inovação, e Ricardo Cappra, do Cappra Institute. O superintendente executivo da instituição, Mohamed Parrini, também participou do evento.

Mohamed iniciou sua participação explicando como o Hospital Moinhos de Vento se reinventou para um novo posicionamento no mercado. “Primeiro construímos a verdade para depois comunicar essa verdade. A instituição nunca falou em ser uma das melhores do Brasil, reconhecida internacionalmente, sem antes preencher requisitos e gaps que sabíamos que tínhamos. Então investimos em tecnologia, abrimos residências médicas, construímos a faculdade, investimos em pesquisa, cirurgia robótica e medicina de ponta. Depois repaginamos os processos e aí comunicamos. Hoje somos o terceiro melhor do Brasil e estamos entre os 10 melhores da América Latina”, concluiu.

A melhor experiência

Diocelia reforçou que o foco das ações de Marketing tem que estar em oferecer a melhor experiência ao usuário. “O consumidor é exigente, esclarecido, lê cada vez mais, sabe o que está acontecendo e quer entender, saber. Então estamos usando a tecnologia e as ferramentas de dados para uma personalização maior, pois as pessoas estão cada vez mais centradas no que é importante para elas. Seja qual for o canal ou plataforma pela qual o cliente nos aciona, a experiência tem de ser boa”, afirmou Diocelia. Ela acrescentou que o grande desafio é encaixar conteúdos e mensagens na rotina de cada um, de forma natural, usando os recursos tecnológicos de ponta, mas sem perder o lado humano.

Para a jornalista Greta Paz, eleita pela Forbes um dos jovens com menos de 30 mais promissores do Brasil, o segredo é o conteúdo se diferenciar, mas sempre com a verdade. “Hoje temos recursos para analisar e pensar em quais áreas podemos entrar. As marcas podem produzir mensagens conectadas com seus negócios e atingir os seus públicos específicos. Mas sempre com o cuidado de como se posicionar, pois é preciso que seja legítimo, esteja na missão, nos valores e na prática da empresa. Sempre é perigoso um posicionamento pautado pelo marketing”, destacou.

Greta citou casos de marcas que querem se conectar com influenciadores que, muitas vezes, não estão alinhados com os propósitos ou negócios da empresa. “Nessa disputa por atenção, na dúvida, melhor não fazer. O que vemos hoje é que muitas empresas sabem o que fazem, algumas sabem como fazem e poucas sabem por que fazem”, ponderou.

Três pilares da ciência de dados

O cientista-chefe do Cappra Institute, Ricardo Cappra, ressaltou que, para ser mais assertivo nesta tomada de decisões, para atingir o público desejado de uma forma natural, a grande aliada é a ciência de dados. Estratégia que une tecnologia da informação, matemática e estatística e mais negócios. “Esses três pilares, usados da melhor maneira possível, entregam valor. E a gente não percebe, mas todos os profissionais, desde o médico, passando pelo marketing, até os gestores, analisam os dados antes de tomar decisões. O risco é alto se não analisar. Mas isso não pode inibir a criatividade, que deve ser um trampolim para quem trabalha com conteúdo”, pontuou Cappra.

O cientista de dados também falou um pouco sobre sua experiência nas campanhas de Barack Obama em 2008 e 2012. “Foi um trabalho de investigação e análise de redes para entender cada tipo de público e a linguagem, algo importante para pensar as estratégias e que hoje faz parte de uma caixa de produtos disponíveis. O que é muito perigoso, pois entramos num terreno perigoso de fake news, manipulação, etc”, alertou. Cappra lembrou que a ciência e análise de dados não é nova e já elegeu anteriormente outros presidentes norte-americanos. “Não com a mesma tecnologia, mas com modelos matemáticos e de análise para fazer a segmentação de públicos”, concluiu.

O vídeo da live está disponível no link.

 

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