A Associação Mundial de Glaucoma (ou “World Glaucoma Association” - WGA) estima que cerca de 80 milhões de pessoas no mundo tenham esta doença. E o agravante: cerca da metade destes indivíduos desconhece que possui esta enfermidade. Conforme a WGA, isto ocorre porque, em seus estágios iniciais, o glaucoma é assintomático. Todavia, se não for tratado, pode progredir para a cegueira.

A Dra. Caroline Fabris, oftalmologista no Hospital Moinhos de Vento, explica que o glaucoma é uma doença do nervo óptico e o tipo mais frequente é o de ângulo aberto, que não causa sintomas. “No entanto, existe uma classificação - chamada de glaucoma agudo - que causa uma dor intensa e súbita quando a pressão intraocular aumenta rapidamente. É uma situação muito séria, sendo considerada uma emergência oftalmológica com risco de cegueira irreversível”, adverte.

O que pode causar glaucoma?

A oftalmologista esclarece que o glaucoma tem um componente hereditário. Entretanto, não há um padrão definido e, por este motivo, é necessário rastrear pessoas que têm familiares acometidos pelo distúrbio. Da mesma forma, entidades médicas recomendam que os parentes próximos de portadores de glaucoma façam os exames preventivos, com frequência. 

Além disso, outros fatores precisam ser considerados, como:

- Etnia africana (para glaucoma de ângulo aberto) ou asiática (glaucoma de ângulo fechado);

- Idade acima dos 40 anos;

- Presença de alta miopia ou hipermetropia;

- Pressão ocular acima de 21 mmHg (milímetro de mercúrio);

- Uso crônico de corticosteroides;

- Afinamento da camada de fibras nervosas detectada pela Tomografia de Coerência Óptica (ou “Optical Coherence Tomography” - OCT)

- A associação a outras doenças, como diabetes e hipertensão sistêmica.

Quais são os principais sintomas de glaucoma?

Dra. Caroline ressalta que não há sinais evidentes de suspeita de glaucoma. “A única forma de detectá-lo precocemente é em consultas de check-up regulares e anuais com um médico oftalmologista. Desta forma, é possível detectar a pressão ocular elevada e iniciar o tratamento”, observa.

Quais são os exames necessários para o diagnóstico de glaucoma?

Segundo a médica, os exames necessários para a investigação de glaucoma são a campimetria visual computadorizada e a OCT de nervo óptico e fibras nervosas. “Estes exames avaliam a função do nervo óptico, mapeando o campo de visão do paciente e analisando características anatômicas do órgão e do disco óptico, sinalizando precocemente o glaucoma”, elucida.

Quais são os tratamentos atuais?

De acordo com a coordenadora da Oftalmologia, os tratamentos de glaucoma podem ser feitos com o uso de colírios, dispositivos intraoculares, laser e cirurgias. Assim, é possível controlar, retardar e até estabilizar a velocidade da evolução da perda visual.

De que forma o Hospital Moinhos de Vento pode contribuir com a saúde ocular do paciente?

O Hospital Moinhos de Vento, por meio da equipe de médicos Oftalmologistas na Unidade Iguatemi, oferece o check-up oftalmológico completo  com o propósito de realizar uma avaliação oftalmológica completa, visando a detecção precoce de doenças e promovendo a saúde ocular.

Será que os exercícios físicos podem contribuir com o paciente que tem glaucoma? O que é indicado? E o que pode causar redução ou aumento transitório na pressão dos olhos (PIO)?

A Sociedade Brasileira de Glaucoma, no e-book “O que você deveria saber quando recebe um diagnóstico de Glaucoma?” elencou algumas curiosidades sobre o impacto de alguns tipos de exercícios físicos e seus efeitos na pressão dos olhos, com base em estudos e trabalhos publicados sobre o tema. E salienta que o paciente precisa conversar com seu médico sobre quais são as atividades físicas que realiza. Conheça, abaixo:

  • Caminhada: pode provocar uma discreta redução da pressão intraocular;
  • Corrida: pode reduzir a pressão intraocular;
  • Ciclismo: quanto mais intenso for o exercício, mais significativa será a redução da PIO;
  • Natação: o uso de óculos de natação aumenta a PIO notavelmente em pacientes com glaucoma, que devem ser alertados contra o uso indiscriminado deste acessório;
  • Mergulho: pacientes com glaucoma de ângulo estreito apresentam alto risco de aumento agudo da PIO durante a subida do mergulho;
  • Bungee Jumping: tanto a posição de cabeça para baixo quanto a força do impacto aumentarão teoricamente a pressão intraocular, especialmente em pacientes com glaucoma de ângulo estreito. Além disso, têm sido amplamente divulgados os riscos de complicações como hemorragias, que podem levar a deficiência visual temporária ou permanente;
  • Musculação: provoca a elevação da pressão dos olhos geralmente transitória, retornando ao normal alguns minutos após o exercício;
  • Yoga: pode ser uma alternativa viável à terapia médica convencional. Entretanto, as posturas de cabeça baixa podem ser um fator de risco para a progressão do glaucoma e devem ser evitadas em pessoas com ou sem alto risco de desenvolverem a doença.

Ficou curioso? Quer saber como está a saúde dos seus olhos? Agende uma consulta com a área de Oftalmologia do Moinhos. Para mais informações, entre em contato pelo telefone: (51) 3327-7000. 

O horário de atendimento é das 9h às 22h, de segunda a sábado (exceto feriados). A Oftalmologia fica na Unidade Iguatemi, no 3° andar do próprio Shopping Iguatemi, localizado na Avenida João Wallig (acesso pelo Portão 3), na Capital gaúcha.

Fonte: Dra. Caroline Fabris (CRM 25713 | RQE 16657), Oftalmologista no Hospital Moinhos de Vento.

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