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Dançar pode aliviar dores

Que dançar é extremamente prazeroso ninguém deve ter dúvida. Até os mais tímidos ou os mais austeros podem reconhecer isso nos outros se não neles. A atividade ganhou uma data para marcar celebrar: 29 de abril é o “Dia Mundial da Dança”, oficialmente instituído em 1982 pelo Conselho Internacional da Dança (CID), entidade criada sob a égide da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Além do bem-estar psicoemocional e do divertimento que proporciona, a dança pode aliviar dores. É o que já mostrou uma das edições do coletivo Juntas, quando abordou o tema “Dançando pela vida: a importância da dança na interface com a oncologia”.

Na ocasião, as coordenadoras do evento, as enfermeiras Taiana Saraiva e Clarice Birnfeld do Centro de Oncologia Lydia Wong Ling, convidaram a psicóloga Cristina Soares Melnik, mestre em Ciências Médicas, licenciada em dança, para ministrar a palestra. Ela apresentou os resultados obtidos com a sua defesa de mestrado, que aplicou um teste de escala de dor em um grupo de 23 pessoas. Ao todo, foram 12 semanas de avaliação com duração de 1h cada. No início e no final da aula eram marcados em uma tabela como a pessoa estava se sentindo. A pesquisa mostrou que houve uma diminuição de 41% na dor dos indivíduos após dançar.

“A prática melhora o equilíbrio, ajuda na descoberta de novas potencialidades do corpo, na diminuição da dor, trabalha a autoestima, auxilia na socialização com o grupo e na identificação com as outras pessoas que também estão na mesma situação”, destaca a psicóloga.

Despacito

Na sequência, Cristina passou à prática e todos puderam fazer uma coreografia da música Despacito. Através do momento de descontração a especialista queria demonstrar os benefícios da dança. “O foco é mostrar para as pessoas que elas não são as únicas nessa situação, que outras já passaram e estão passando pelo diagnóstico do câncer, mas estão lutando pela vida, dançando pela vida. O foco não é a doença, mas sim as potencialidades, o prazer de viver”, acrescentou.

Ao fim do evento, duas pessoas deram depoimentos de como a dança auxiliou no tratamento do câncer. Uma delas falou que a prática surgiu em um momento em que parecia que tudo estava perdido, mas a participação nas aulas mudou essa percepção. A segunda contou que o embalo da música a fez sentir que o melhor, a partir de então, seria aproveitar cada dia ao máximo.

O encontro JUNTAS é aberto ao público e gratuito, e acontece mensalmente, das 16h às 17h, na Sala 2 Educação Corporativa (acesso pela Rua Tiradentes, 333). A próxima atividade será no dia 24 de maio e terá como tema “Terapias Complementares”. Para participar não é necessário fazer inscrição.

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