Doenças

Estilo de Vida

Infância e Adolescência

Saúde da Mulher

Saúde do Homem

Estudo aponta prevalência de HPV em 56% dos jovens pesquisados

Dados preliminares mostraram que 56% dos jovens brasileiros pesquisados possuem HPV, sendo o HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer presente em 38,4% dos participantes. O Estudo de Prevalência do Papilomavírus (HPV) no Brasil levantou dados de 7.586 entrevistas e 2.669 análises de DNA realizadas para tipagem de HPV.

A pesquisa é pioneira e foi conduzida pela médica epidemiologista do Hospital Moinhos do Vento, Eliana Wendland. O projeto engloba também a identificação de fatores demográficos, socioeconômicos, comportamentais e regionais associados à infecção pelo HPV e seus tipos em jovens de 16 a 25 anos, de ambos os sexos. A idade média foi de 20,6 anos, e 56% se autodeclaram pardos.

O objetivo do estudo é estabelecer uma linha de base para comparações futuras e avaliação da efetividade da vacina contra o vírus HPV.

Dos jovens entrevistados, 15,6% relataram fumar cigarros, 70,8% já teriam feito uso de bebidas alcoólicas e 27,1% de drogas, especificamente, 23,7% já fumou maconha. Em relação às infecções sexualmente transmissíveis (IST), 16,1% dos participantes apresentaram uma IST prévia ou resultado positivo no teste rápido para HIV ou sífilis.

Ao todo, foram mais de 150 profissionais, treinados em 119 Unidades Básicas de Saúde, envolvidos na elaboração do estudo em 26 capitais e Distrito Federal.

O estudo estará disponível no Relatório Final a ser apresentado ao Ministério da Saúde em abril de 2018. Conforme a epidemiologista, esses números serão importantes para se medir a quantidade de pessoas que possuem o vírus, acompanhar se há um aumento ou não nesse valor e avaliar a eficácia da vacina em prevenir novos casos. A imunização está disponível no Brasil há quatro anos, mas ainda não possuía um indicador de nível nacional.

O HPV é um vírus que pode provocar câncer de colo uterino. Conforme o Instituto Nacional do Câncer, a patologia é a terceira mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte entre as mulheres. Outros tumores também estão associados ao vírus, como câncer cervical, vulvar, vaginal, peniano e canal anal. Além disso, podendo ser transmitida via oral, há possibilidade de causar câncer de cabeça e pescoço.