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Uso de Pílula e Terapia Hormonal requer cuidados

A utilização de hormônios sintéticos, seja com método anticoncepcional ou para a reposição, ficou bastante popular na década de 1970. Ao longo dos anos, estudos comprovaram que o uso da pílula e da terapia hormonal traz ganhos para a saúde da mulher desde que sejam utilizados com cautela e sob prescrição médica.

Pesquisas observacionais, que investigaram a relação entre o uso de contraceptivos combinados orais — pílulas com estrogênio e progesterona –, e o câncer mostraram que a utilização desse tipo de medicamento é fator de proteção para os tumores de ovário e endométrio.

Quanto ao câncer de mama, os estudos são controversos, mas não identificaram um risco aumentado para o desenvolvimento da doença na população geral. No caso das mulheres que já foram diagnosticadas com tumor de mama, o uso de anticoncepcionais combinados não é recomendado.

“A grande maioria dos tumores de mama são hormônio-dependentes. Ou seja, utilizam a progesterona e o estrogênio para crescer e evoluir. Então, mulheres que foram diagnosticadas com esse tipo de neoplasia não são candidatas ao tratamento hormonal, nem como reposição nem sob a forma de contraceptivo”, explica a ginecologista Márcia Appel Binda, que atua no Centro de Oncologia Lydia Wong Ling do Hospital Moinhos de Vento.  

Estudos também indicaram que a Terapia Hormonal Combinada também deve ser receitada com parcimônia e por um curto período.

Reposição hormonal tem indicação restrita

Estudos também indicaram que a Terapia Hormonal Combinada também deve ser receitada com parcimônia e por um curto período.

“Ensaios clínicos randomizados, que são estudos feitos para comprovar o efeito da medicação no organismo, provaram um aumento no risco para câncer de mama nas mulheres que utilizaram o tratamento por mais de cinco anos”, alerta a Dra. Márcia.

Esse crescimento no risco de desenvolvimento de neoplasias mamárias é de cerca de 20%, ou seja, dois casos a cada mil mulheres.

“Foi a partir desses resultados que a Terapia Hormonal passou a ser indicada com limite no tempo de uso, de cinco anos, e apenas para tratamento apenas das pacientes com sintomas específicos: ondas de calor e sudorese que afetem a rotina, alterem horas de sono e provoquem insônia. E nesses casos, a Terapia Hormonal é o tratamento mais efetivo ”, esclarece a médica, que também atuam como professora adjunta na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Atualmente, apenas 5% das prescrições médicas no climatério são para terapias de reposição hormonal. Na década de 90, por exemplo, a Terapia Hormonal era usada para prevenir doenças cardiovasculares, osteoporose, depressão e redução na libido e correspondia a aproximadamente 20% dos receituários ginecológicos.

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