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Setembro Amarelo: é importante agir nos primeiros sinais

O Hospital Moinhos de Vento promove no próximo dia 24 de setembro, das 11h às 12h, uma reunião científica alusiva ao Setembro Amarelo e aberta ao público em geral. Será debatido o manejo interdisciplinar do paciente na crise suicida. Os palestrantes serão o médico psiquiatra Jair Segal, a psicóloga Marina Damion e a enfermeira Deysi Heck Fernandes. O debate, que acontece no Anfiteatro Schwester Hilda Sturm, será mediado pela psicóloga Júlia Schneider Hermel.

O Rio Grande do Sul lidera o ranking dos casos de suicídio, com índice duas vezes superior à média nacional – o número de óbitos no Estado é de 10 mortes para cada 100 mil habitantes por ano.  Para conscientizar a população sobre a importância da prevenção de suicídios, foi criado o Setembro Amarelo.

Segundo o médico psiquiatra Jair Segal, da equipe do Serviço de Psiquiatria do Hospital Moinhos de Vento, com doutorado neste tema, o comportamento suicida surge do exagero de um mal-estar, geralmente decorrente de um transtorno mental, que promove uma dor psíquica intolerável que pode ter como consequência o desejo de interromper essa dor por meio da cessação de viver.

Pesquisas indicam uma forte relação entre os quadros depressivos e  o comportamento suicida. Estatísticas mostram que cerca de 30% das pessoas com quadros depressivos podem tentar o suicídio. Esse mal-estar levado ao extremo se transforma em uma forte sensação de desesperança, desamparo e desespero. Quando isso acontece, o potencial suicida não vê outro caminho senão pôr fim à própria vida, mostrando tendência destas pessoas a uma rigidez do pensamento negativo (ideia de tudo ou nada), podendo agir de forma impulsiva. As ideias relacionadas à morte podem oscilar, o que os psiquiatras chamam de ato de ambivalência – ao mesmo tempo em que a pessoa pensa na morte, reconhece que talvez esta não seja a melhor alternativa.

Conforme Segal, é importante estar atento aos sinais de alerta do comportamento suicida. Os principais sinais são: mudança rápida de comportamento, pessimismo, irritabilidade, declarações do tipo “a vida não vale mais a pena”, “eu não aguento mais” ou “me sinto um peso para os demais” e ideias relativas à morte.

Quem observar estas características em algum familiar ou pessoa próxima, deve procurar conduzir a pessoa para uma avaliação psiquiátrica. Quando diagnosticado a tempo, o comportamento suicida pode ser tratado com psicoterapia e medicamentos, conforme a doença de cada paciente, explica o psiquiatra.

Além das emergências psiquiátricas públicas e privadas, uma boa sugestão nestes casos é indicar também o número telefônico 188 – Central de Valorização da Vida (CVV), serviço que mantém voluntários treinados para a adequada escuta de casos graves de depressão.

Fonte: Ministério da Saúde e Dr. Jair Segal, psiquiatra do Serviço de Psiquiatria do Hospital Moinhos de Vento.

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