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Hospital Moinhos de Vento passa a realizar transplantes de fígado e de rim

Procedimentos se somam ao transplante de medula óssea, realizado desde julho de 2015

Reconhecido pela atuação na medicina de alta complexidade, o Hospital Moinhos de Vento passará a realizar transplantes de fígado e de rim. O credenciamento, concedido pela Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, foi publicado no Diário Oficial da União no fim de novembro.

“Isso complementa a nossa gama de atividades e ainda proporciona a ampliação da pesquisa e inovação nessas áreas”, afirma Luiz Antonio Nasi, superintendente Médico do Hospital Moinhos de Vento.

O Grupo de Transplante Renal, formado pelas equipes de nefrologia, cirurgia geral, urologia e equipe multidisciplinar, já está capacitado para realizar transplantes tanto com doador vivo como com doador falecido.

“O grupo reúne profissionais com mais de 20 anos de experiência nessa área”, afirma o nefrologista David Saitovitch, responsável técnico pelo transplante renal no Moinhos de Vento.

A instituição retoma um procedimento no qual foi pioneira. Em 1970, o primeiro transplante renal do Rio Grande do Sul – e o segundo do país – foi realizado no Moinhos de Vento pela equipe do médico Loreno Brentano. E há quatro anos houve uma sequência de cinco transplantes para a avaliação de todo o processo.

“O Hospital está totalmente capacitado”, acrescenta Saitovitch.

Da mesma forma para o transplante hepático. O gastroenterologista Fernando Herz Wolff, coordenador clínico do Centro de Doenças do Fígado, explica que a atividade pode ser nova na instituição, mas os profissionais envolvidos reúnem vasta experiência e qualificação.

“O Hospital passa a atender todo o espectro de doenças hepáticas”, destaca Wolff.

A necessidade de transplante é para pessoas com doenças hepáticas, como alguns tipos de câncer (hepatocarcinoma) e cirrose – dano irreversível que deteriora a função do órgão – provocada por hepatites, álcool entre outras causas.

Para auxiliar no processo do transplante, está sendo montada a UTI do Fígado. A finalidade é receber pacientes de pré e pós-operatório. Ficará próxima do bloco cirúrgico, para facilitar o deslocamento, já que pode haver gravidade em algumas situações.

“A UTI também será voltada para paciente com insuficiência hepática aguda, por drogas ou hepatites. No local, vai receber tratamento especializado para reverter a insuficiência. Se necessário, será realizado o transplante”, afirma o médico José Fernando Pires, intensivista de pré e pós-operatório.

O transplante hepático não consta do Rol de Procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o que garantiria a cobertura por planos de saúde. O órgão regulador informa que, a cada dois anos, a lista é atualizada pelo Comitê Permanente de Regulação da Atenção à Saúde. Conforme a ANS, procedimentos ainda não incluídos no Rol poderão ser avaliados a partir de estudos clínicos e comprovação de capacidade da rede assistencial.

 

TMO e doações

Sempre buscando ampliar a sua atuação, desde julho de 2015 o Hospital Moinhos de Vento realiza transplante de medula óssea (TMO). Nesse período, já foram 91 procedimentos de pacientes de convênios e por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

No Brasil, a fila de espera por um órgão doado permanece elevada, somando cerca de 30 mil pessoas. Para aumentar a doação no país, o Moinhos de Vento desenvolve o Donors (do inglês, doadores), projeto coordenado pelo Escritório de Projetos Proadi-SUS do hospital em parceira com o Ministério da Saúde. A finalidade é capacitar profissionais de saúde para esclarecer familiares sobre a morte encefálica e mostrar a importância da doação de órgãos.

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