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Hospital Moinhos de Vento lança oficialmente cirurgia robótica na instituição

Um evento científico marcou o lançamento oficial da cirurgia robótica no Hospital Moinhos de Vento na noite desta segunda-feira (4). Intitulada “O papel da robótica nas cirurgias minimamente invasivas”, a atividade foi realizada no Anfiteatro Schwester Hilda Sturm, e contou com a participação de vários especialistas.
O DaVinci, como é chamado o robô, entrará em funcionamento na primeira quinzena de janeiro no hospital. A expectativa é realizar mais de 100 procedimentos só no primeiro ano, ampliando esse número com o passar do tempo. “Somos a primeira instituição privada do Estado a oferecer a tecnologia, que vai elevar as competências técnicas do corpo clínico. Queremos ser um polo de educação e de parceria no desenvolvimento da Urologia e de outras especialidades”, disse o superintendente Executivo do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini. Em seu pronunciamento, Mohamed cumprimentou o secretário da Saúde de Porto Alegre, Erno Harzheim, e a presidente do Hospital de Clínicas, Nadine Clausell.
Destaque internacional do evento, o urologista André Berger compartilhou sua experiência como um dos brasileiros pioneiros em cirurgia robótica. O especialista, natural de Porto Alegre e radicado nos Estados Unidos há 10 anos, é professor na Universidade do Sul da Califórnia. “As cirurgias robóticas têm crescido no mundo. São feitas através de pequenas incisões, com cortes menores, diminuindo o sangramento do paciente e o tempo de recuperação. Assim, é possível voltar à rotina mais rapidamente. Além disso, a plataforma faz com que os cirurgiões explorem seus limites e ofereça opções em alta complexidade”, ressaltou Berger, que atua no departamento de cirurgia robótica urológica mais reconhecido do mundo pela expertise e inovação com essa tecnologia.
Antonio Luiz de Vasconcelos Macedo, cirurgião-geral do Hospital Israelita Albert Einstein, disse que a cirurgia robótica faz muita diferença e veio para ficar. “Os pacientes buscam por esta tecnologia, e temos que nos adaptar a essa realidade. Com certeza é melhor para eles e os resultados são sempre muito positivos. Cabe a nós, profissionais, nos aprimorarmos cada vez mais para operar cada vez melhor”, completou. Macedo também é presidente do Comitê de Cirurgia Robótica da Associação Paulista de Medicina e membro fundador da Clinical Robotic Surgery Association.
O evento encerrou com uma mesa de discussão com a participação dos palestrantes, do cirurgião do aparelho digestivo Leandro Totti Cavazola, do urologista Milton Berger, e do chefe do Serviço de Urologia do Hospital Moinhos de Vento, Eduardo Carvalhal. Os especialistas destacaram o crescimento do número de cirurgias bariátricas com o uso da robótica, a importância da parceria do treinamento médico em centros de simulação realística, como o que já está em prática em outras instituições, e as diversas aplicações da robótica na cirurgia oncológica urológica.
Coordenador do debate, o superintendente médico Luiz Antônio Nasi afirmou que a cirurgia robótica representa uma nova era na área médica e na era da Medicina à distância. “Em breve, será possível realizar um procedimento em um paciente que esteja em outra cidade, através do comando por um console remoto manipulado por um cirurgião há vários quilômetros de distância”, finalizou.
Como funciona
A cirurgia robótica é a realização de procedimentos cirúrgicos com o auxílio de uma unidade de comando. O DaVinci reúne três componentes principais: um console ergonômico do cirurgião, um totem de quatro braços cirúrgicos interativos junto ao paciente e uma torre de vídeo de alta definição.
O cirurgião manipula, com seus dedos, controles que transferem remotamente todos os comandos às pinças, filtrando pequenos tremores ou movimentos muito bruscos. A visão se dá a partir de dois sistemas ópticos de alta qualidade que proporcionam uma visão em três dimensões com imagem em altíssima definição. Os detalhes dos tecidos podem ser ampliados com aumento digital, sem perder a definição. A imagem fica maior sem a perda de espaço de trabalho para o cirurgião e mantendo a compreensão da anatomia. Isso se traduz em maior segurança e precisão.
As pinças permitem liberdade de movimentos de 360 graus (ou até 720°, dependendo de configuração), muito mais amplos e precisos do que os realizados pela mão humana. Cada movimento é guiado diretamente pelo cirurgião com níveis elevados de segurança, impedindo movimentos autônomos do braço robótico, sendo esse um ponto importante da nova tecnologia.
Neste primeiro momento, o DaVinci será utilizado para procedimentos em áreas com maior prevalência – urologia, coloproctologia, ginecologia, digestiva, torácica e cirurgia geral.

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