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Graça Machel abre ciclo de conferências do Fronteiras do Pensamento 2019

Na noite desta segunda-feira (13 de maio) aconteceu a primeira conferência do Fronteiras do Pensamento 2019. O Hospital Moinhos de Vento é um dos patrocinadores do projeto, que a cada nova temporada, reúne pensadores, artistas, cientistas e líderes em seus campos de atuação para debater temas da sociedade pós-moderna, iluminando dúvidas e propondo novas reflexões.

Para inaugurar o ciclo de palestras deste ano, a convidada foi a ativista e educadora moçambicana, Graça Machel. A conferencista possui uma rica biografia. É considerada uma das mais importantes ativistas africanas, foi professora e lutou com a Frente de Libertação de Moçambique. Também foi ministra da Educação e da Cultura entre 1976 e 1989. Defensora internacional dos direitos das mulheres e das crianças. Viúva de Nelson Mandela, Machel se espelha na própria trajetória para mudar outras vidas no continente africano.

Ao começar sua conferência, declarou que a sua abordagem seria uma “conversa sobre ideias simples. A verdade que eu quero aqui trazer é que a natureza não se enganou. A natureza determinou esse princípio fundamental, esse elo que aproxima todos os seres humanos: nós somos iguais. Absolutamente iguais”.

A partir disso, Graça continuou exemplificando que todos os seres humanos, independentes de sua cor, gênero e sua religião, são iguais. “Todas essas formas de diferenciação que hoje nos separam são de fabricação nossa e não da natureza, todos nós batemos o coração no mesmo ritmo”, ressaltou.

Também a palestrante apresentou aquilo que considera essencial para o restabelecimento da dignidade humana em tempos de ódio e opressão: a ação de movimentos sociais. “Eu acredito em movimentos sociais. Porque foi isso que permitiu que Moçambique, fosse livre. Foi isso que permitiu que o Apartheid caísse. Nós tínhamos, então, uma causa comum. Cabe à nossa geração, em especial aos mais novos do que eu, redefinir a nova causa comum: dignificar a vida humana” enfatizou a ativista.

Sua conferência se encerrou recebendo uma longa sessão de aplausos da plateia no Salão de Atos da UFRGS. As palmas entusiasmadas se prolongaram até o público começar a se erguer. A conferencista agradeceu pela saudação da multidão que a aplaudia de pé.

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