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Congresso em Gramado reúne especialistas internacionais em AVC

 

Campanhas públicas de controle de hipertensão, terapias preventivas, progresso na tomografia computadorizada e fisiopatologia, além de avaliação da neuroimagem e Inteligência Artificial (IA) foram alguns dos temas abordados no 21º Congresso Ibero-americano de Doenças Cerebrovasculares. O evento, junto com o Encontro Ministerial Latino-americano de Acidente Vascular Cerebral (AVC), aconteceu em Gramado, entre os dias 2 e 4 de agosto, reunindo os maiores experts em doenças cerobrovasculares.

Palestras, workshops, cursos, debates e exposições, além de desafios entre instituições, reuniram profissionais da Europa e da América Latina. Entre os especialistas do Hospital Moinhos de Vento, está o superintendente Médico Luiz Antonio Nasi. Também participou o secretário de Atenção à Saúde, representando o Ministério da Saúde, Francisco de Assis Figueiredo.

De acordo com a neurologista Sheila Martins, presidente do Congresso, o encontro desta sexta-feira promoveu uma importante troca de experiências entre os profissionais da área. “Percebemos que o Brasil está bastante adiantado em estudos e técnicas de tratamento e prevenção. Somos modelo para muitos países, estamos no caminho certo, mas ainda precisamos avançar, com mais centros de AVC, mais equipes e educação da população”, observou a especialista, também presidente da Rede Brasil AVC.

A médica destacou a importância de políticas públicas para a área. “Nos hospitais privados, estamos equiparados a países de primeiro mundo, mas no SUS ainda é necessário melhorar, em função da superlotação e de tecnologias que ainda não foram incorporadas. Esse evento foi mais uma forma de avançarmos”, disse, ao destacar o Encontro Ministerial e a Carta de Gramado.

No encontro, 12 países da América Latina (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Peru, Paraguai, Uruguai e Brasil) assinaram um documento, em que se comprometem a implementar estratégias voltadas à área. Entre as metas, priorizar redes integradas, promover campanhas, destinar recursos para pesquisas em AVC e estabelecer planos nacionais contra a doença que é uma das maiores causas de incapacidade e morte no mundo. A Carta de Gramado foi apresentada ao final do encontro.

Entre os palestrantes, o médico do Departamento de Neurociências e Medicina Preventiva da Danube Uniersity, Michael Brainin, salientou a importância da atenção ao declínio cognitivo, sintomas mais evidentes em paciente que poderão ter AVC. O professor do Departamento de Neurologia da Universidade de Heidelberg, na Alemanhã, Werner Hacke, apresentou estudos recentes e defendeu a ampliação de unidades de AVC e de reabilitação. “A região Sul progrediu muito, mas o acesso no Brasil ainda é menor do que 10%. Na Alemanha, nossas regiões rurais também têm pouco acesso.” Hacke previu tratamentos futuros pré-hospitalares, através de Inteligência Artificial.

O uso da IA no diagnóstico da doença foi detalhado na Conferência apresentada pelo médico e neurologista pela UFRGS, Leonardo Deolin. Segundo ele, serão possíveis diagnósticos cada vez mais precoces, além de permitir, em uma emergência, diferenciar em um curto espaço de tempo se é o não AVC. O especialista também prevê que, através de aplicativos, serão enviados dados de um paciente que pode estar iniciando um acidente. “Mas tudo depende da origem e qualidade dos dados armazenados, além de superarmos barreiras como a legislação”, disse, ao defender a tendência para um futuro próximo. “A Inteligência Artificial também depende de talentos. A Educação em saúde terá que mudar para acompanhar esse processo.”

Abordando temas como o atendimento agudo do AVC Isquêmico, craniectomia descompressiva, Neuroimagem e Epidemiologia, o Congresso no Wish Serrano Resort, em Gramado, recebeu mais de 800 pessoas, entre palestrantes, médicos e gestores em saúde.

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