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Hospital Moinhos de Vento conduz pesquisas que buscam respostas sobre o novo coronavírus

Unindo-se à comunidade científica no combate ao COVID-19, o Hospital Moinhos de Vento mobiliza mais de 70 pesquisadores e profissionais de diferentes áreas para compreender o novo coronavírus e as suas consequências. Três grandes pesquisas são realizadas com o intuito de avaliar novos tratamentos e a evolução da doença, além de identificar possíveis mutações do vírus.

Por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), o estudo CoVIDA avalia a evolução da COVID-19 em pacientes atendidos no Hospital Moinhos de Vento e no Hospital Restinga Extremo-Sul. Os pesquisadores buscam identificar as características clínicas, fatores de risco, métodos diagnósticos, resposta imune e carga viral.

Segundo o Coordenador Institucional de Pesquisa da Instituição, Paulo Pitrez, os dados ainda permitirão avaliar se há outros agentes, como a influenza, relacionados à infecção pelo coronavírus. Os exames RT-PCR são realizados no Laboratório de Biologia Molecular do Hospital Moinhos, inaugurado em maio. O estudo pode avaliar até 2 mil amostras, e os primeiros resultados devem ser divulgados em breve.

As diferentes cepas do novo coronavírus circulantes no estado são avaliadas em outra pesquisa, buscando conhecer a distribuição e identificar possíveis mutações do vírus. O material é proveniente de amostras enviadas de vários municípios e testadas em parceria com a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), em apoio ao Laboratório Central de Saúde Pública do Estado do Rio Grande do Sul (Lacen). O estudo, que também é realizado pelo PROADI-SUS, inclui 200 amostras aleatórias, avaliando modificações ao longo do tempo.

Parceria com outras instituições avalia eficácia e segurança de medicamentos

O Hospital Moinhos de Vento se uniu a outras instituições do país na condução do projeto Coalizão COVID Brasil. Em sete estudos, com a participação de aproximadamente 3 mil pacientes, serão verificados o impacto na saúde, a eficácia e a segurança de medicamentos candidatos ao tratamento da COVID-19. Os estudos de 1 a 6 avaliam o uso de Hidroxicloroquina, Azitromicina, Dexametasona, Tocilizumabe e anticoagulantes.

A sétima pesquisa acompanha pacientes por até um ano após alta hospitalar para avaliar o impacto da doença e dos tratamentos na qualidade de vida. “Consideramos essa a principal entrega do Hospital Moinhos alinhada à nossa expertise de avaliação dos desfechos centrados no paciente em longo prazo”, destaca o médico e pesquisador Regis Goulart Rosa. Segundo ele, por meio de ligações telefônicas e utilizando métodos validados, são avaliados aspectos como saúde mental, funcionalidade física e retorno ao trabalho dos participantes.

Os primeiros estudos já estão em fase final. O Coalizão COVID Brasil conta com o apoio das farmacêuticas EMS, Aché e Bayer e recruta pacientes em cerca de 80 hospitais de todo o Brasil. Fazem também parte da pesquisa o Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio Libanês, Hcor, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital Beneficência Portuguesa, Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva BRICNet e o Brazilian Clinical Research Institute.

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