Os dias ensolarados tomaram ainda mais acelerado o ritmo das obras no Hospital Geral da Restinga e Extremo Sul. São quase 130 pessoas trabalhando para dar forma aos 19 mil metros quadrados de área construída, que ganham corpo em meio ao terreno.
As boas condições do clima favorecem a recuperação do atraso no cronograma - cerca de dois meses e meio - em função do excesso de chuvas do inverno.
A etapa de concretagem de diversas lajes, em variados níveis da obra, já está em andamento. Na semana que vem, devem começar a ser erguidas as primeiras paredes de subsolo, na área em que ficarão a cozinha e os vestiários. Em paralelo, estão sendo executadas as instalações hidráulicas.
• Estrutura pronta em oito meses
- Em até três meses, desaparece a lama da obra. A fase de estrutura deve ser concluída em oito meses -explica o engenheiro da MPD responsável pelo projeto, André Bezerra.
Chances de trabalho
Os próximos cursos previstos são nas áreas de instalações
hidráulica e elétrica, para formar profissionais que possam executar essas funções na construção do hospital. As aulas serão realizadas no centro de treinamento construído no próprio local das obras, que já foi utilizado para turmas de carpintaria, armação e pedreiro desde o começo do ano.
• Precisa-se de pedreiros
No momento, há necessidade de contratação de pedreiros. Interessados podem comparecer diretamente no canteiro de obras na Restinga.
Cuidados com a natureza
o projeto de gestão de resíduos adotado minimiza o impacto da obra no ambiente. Todos os funcionários recebem o treinamento adequado. Um dos propósitos é produzir o mínimo possível de detritos. No escoramento, por exemplo, são usadas estruturas metálicas, para evitar o corte desnecessário de madeira.
• Hospital terá viveiro e área verde
Os resíduos são encaminhados para empresas especializadas, que fazem a separação de acordo com o material. 0 projeto do hospital prevê integração com a natureza, que inclui um viveiro, a preservação da área verde do entorno e a cobertura vegetal do prédio.
Garantia de qualidade
A construção do hospital integra o Projeto Social Restinga e Extremo Sul, desenvolvido pela Associação Hospitalar Moinhos de Vento (AHMV). A entidade acabou de ser novamente reconhecida como uma instituição de excelência na área de saúde, obtendo pela terceira vez consecutiva a Acreditação Hospitalar. O certificado foi concedido pela Joint Commission Internacional, que avalia instituições de saúde no mundo inteiro.
- Essa certificação trata de pontos ligados à qualidade da assistência e à segurança do paciente. E um esforço permanente, continuo, de toda a equipe - comemora o superintendente executivo do Moinhos, João Polanczyk.
• Instituição foi avaliada
Ele explica que, por uma semana, uma equipe de quatro avaliadores verificou 1,2 mil itens nas mais diversas áreas. O Moinhos é o único hospital da Região Sul e um dos 15 do país a receber esse certificado.
- Trabalhamos muito nisso, para que os pacientes tenham essa percepção de qualidade e segurança -
conclui.