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Uso indiscriminado da ritalina pode causar danos à saúde

 

Recomendado nos casos de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), a disseminação da substância para aumentar o desempenho mental revela um problema cultural e social que vem se ampliando no país. A médica Carmen Baldisserotto, do núcleo de psiquiatria do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre, destaca que o metilfenidato, princípio ativo da Ritalina, ajuda a lidar com o problema de falta de atenção em pessoas com diagnostico de TDAH, pois aumenta a atividade dos neurônios na região do cérebro ligada à concentração e outras funções.

“Trata-se de um estimulante do Sistema Nervoso Central que tem estrutura e efeito psicoativo semelhante as anfetaminas”, adverte. Ela esclarece que o produto tem sido usado por pessoas saudáveis, estudantes que buscam melhor desempenho intelectual e cognitivo em provas e concursos, popularizando-se assim a prática de “doping mental”. “Quando a pessoa saudável está sob efeito da medicação, por se tratar de uma droga estimulante do Sistema Nervoso Central, ela fica mais acordada e tem uma sensação subjetiva de um bem-estar maior e de parecer estar produzindo mais”, diz.

Reações adversas

As manifestações mais frequentes do uso do medicamento metilfenidato, sem a devida indicação médica, são as seguintes: insônia, agitação, aumento da ansiedade, irritabilidade, labilidade do humor, agressividade, diminuição do apetite, tremores, dor de cabeça, aumento dos batimentos cardíacos, pressão alta, boca seca, febre, tontura, vômitos, convulsões e perda da consciência. O uso continuado e abusivo da Ritalina pode levar o paciente a uma dependência e ainda existe a possibilidade de produzir transtornos que necessitarão de tratamento psiquiátrico.

Fonte: Carmen Baldisserotto – CRM 22218  Hospital Moinhos de Vento.

Médicos do Serviço de Psiquiatria do Hospital Moinhos de Vento

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