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Vacina contra o HPV protege homens e mulheres

Principalmente relacionado ao câncer de colo de útero, o vírus também está associado a tumores genitais, anais e de boca e garganta

Se a prevenção é a melhor maneira de combatermos o câncer, melhor ainda se isso puder ser feito por meio de uma vacina. Desde janeiro de 2017, a vacinação contra o Papiloma Vírus Humano, o HPV, antes restritas as meninas, passou também ser ofertada pelo SUS aos meninos.

“A prevenção por meio da vacinação deve ser feita tanto por mulheres quanto por homens, visto que a doença atinge ambos os sexos. E o benefício da proteção individual se expande, pois quando a maioria da população está vacinada se interrompe a cadeia de transmissão do HPV de uma pessoa para a outra, impedindo que o vírus chegue até um indivíduo não vacinado”, explica o médico Infectologista e coordenador do Núcleo de Vacinas da Unidade Iguatemi do Hospital Moinhos de Vento, Paulo Ernesto Gewehr Filho.

Existem cerca de 150 tipos diferentes de HPV. Destes, os tipos 16 e 18 são os que apresentam maior risco oncogênico, ou seja, de levar ao desenvolvimento de um tumor. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o Inca, cerca de 70% dos casos de câncer de colo de útero estão relacionados a esses dois tipos de HPV.

Papiloma vírus humano também está associado ao câncer de orofaringe

Estudos já comprovaram a relação do HPV também com o surgimento de lesões pré-malignas e neoplasias malignas de boca e orofaringe (língua, o palato mole, amígdalas e a parte lateral e posterior da garganta), vulva, vagina, pênis e ânus.

“O HPV age facilitando mutação molecular na fisiologia da célula, logo podemos dizer que há uma relação de associação. Ou seja, HPV 16 e 18 na orofaringe aumentam a chance de câncer. Entretanto, nem todo paciente com HPV terá câncer”, explica o coordenador do Núcleo de Cabeça e Pescoço do Centro de Oncologia Lydia Wong Ling do Hospital Moinhos de Vento, o cirurgião Daniel Sperb.

Diferente do câncer de colo de útero, para o qual existe uma recomendação de exame de rastreamento, popularmente conhecido como Papanicolau, ainda não é possível realizar exames preventivos para os canceres de cabeça e pescoço.

“Quando o paciente chega ao consultório, em geral, ele já apresenta uma metástase cervical, semelhante a uma íngua na região lateral e frontal do pescoço. O HPV é um vírus silencioso. Ele se aloja no interior das criptas amigdalianas (cavidades das amígdalas) e ali provoca essa mutação das células sadias em cancerosas”, explica o Dr. Daniel.

O médico alerta que toda ferida na boca ou garganta ou nódulo cervical que não cure em 15 dias, deve ser avaliado por um especialista.

A forma de contágio pelo HPV vai deste a prática do sexo sem preservativos e até a intensa troca de saliva durante o beijo. Por isso, vacinar contra o HPV é tão importante.

Saiba mais

Nos Brasil estão disponíveis duas vacinas:

  • Gardasil: oferece proteção contra os tipos 6 e 11, responsáveis por 90% das verrugas anogenitais, e 16 e 18, associados aos canceres de útero, vulva, vagina, pênis, anal e orofaringe. Está disponível no SUS e na rede privada.
  • Cervarix: protege contra os tipos 16, 18, 31 e 45, relacionados As neoplasias malignas de útero, vulva, vagina, pênis, anal e orofaringe. Disponível apenas na rede privada.


Vacina contra o HPV: quem pode receber?

SUS:

  • Gardasil – Meninos entre 11 e 13 anos e meninas entre nove e 14 anos. Duas doses com intervalo de aplicação de seis meses.
  • Portadores de HIV entre nove e 26 anos, com aplicação de três doses.
  • Transplantados de órgãos sólidos, medula óssea e pacientes oncológicos de nove a 26 anos, com aplicação de três doses.
  • A partir de agosto de 2017, o Ministério da Saúde autorizou a aplicação de vacinas em estoque e com vencimento em setembro do mesmo ano em adultos de ambos os sexos, a partir dos 15 anos até os 26 anos. Neste caso a orientação é o esquema vacinal com três doses, com intervalo de dois meses para aplicação da segunda e de seis meses para a terceira dose.

 

Na rede privada:

  • Gardasil – Meninas e mulheres de nove a 45 anos e para meninos e homens de nove a 26 anos, no esquema sugerido de três doses.
  • Cervarix – Para meninas e mulheres somente, a partir dos nove anos sem limite de idade com aplicação de três doses.
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