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Pesquisa do Inca estima 600 mil novos casos de câncer em 2018 no Brasil

O Brasil deverá registrar cerca de 600 mil novos casos de câncer por ano em 2018 e 2019, segundo Estimativa 2018 de Incidência de Câncer no Brasil publicada pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). O câncer de pele não-melanoma será o tipo mais frequente, com 170 mil ocorrências, seguido pelos cânceres de próstata, 68.220 mil, e mama em mulheres, 59.700 mil. Completam a lista das dez patologias mais incidentes cólon e reto (intestino – 36.360 mil), pulmão (31.270 mil), estômago (21.290 mil), colo do útero (16.370 mil), cavidade oral (14.700 mil), sistema nervoso central (11.320 mil), leucemias (10.800 mil) e esôfago (10.970 mil).

O prognóstico representa um aumento de 20% no número de casos de câncer no país na última década. Para o oncologista e médico do Serviço de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento e fellow do Johns Hopkins Hospital, Dr. Pedro Isaacsson, esse acréscimo é resultado do envelhecimento da população, já que muitas patologias têm como fator de risco a idade. Além disso, as pessoas têm buscado estar em dia com os exames médicos e isso também eleva o montante de diagnósticos da doença.

O objetivo dessa estimativa é alertar para medidas de prevenção e controle do câncer, uma vez que 30% dos casos podem ser evitados. “É importante que as pessoas adquiram hábitos de vida saudáveis, pratiquem atividade física, tentem controlar o peso e evitem o tabagismo. Somado a isso, manter acompanhamento médico frequente, realizando os exames que podem encontrar os diferentes tipos de câncer, também é fundamental. No caso de indivíduos com história pessoal prévia ou familiar de câncer é recomendado o aconselhamento genético. O método possibilita localizar mutações que possam predispor tanto o paciente quanto os parentes de 1º e 2º grau, mas esse cuidado precisa ser individualizado”, pondera Dr. Pedro.

No caso do câncer de pele não-melanoma, a prevenção pode ocorrer através do uso de protetor solar e da exposição ao sol nos horários recomendados (até às 10h e depois das 16h e, no horário de verão, até às 11h e depois das 17h). Já o câncer de colo do útero tem como principal causa o HPV (Papilomavírus Humano), que possui vacina para imunização e métodos contraceptivos adequados.

A oncologista do Serviço de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento, Dra. Daniela Rosa, enfatiza a importância do diagnóstico precoce que pode aumentar as chances de cura da doença . “O câncer de colo do útero e os tumores malignos de cólon e reto são passíveis de prevenção com exames simples como o citopatológico de colo uterino e a colonoscopia. Essas técnicas tem o objetivo de detectar lesões pré-malignas e eliminá-las, evitando, assim, o desenvolvimento da doença. O câncer de pulmão pode ser minimizado com a redução dos casos de tabagismo, assim como o câncer de esôfago e de cavidade oral. A manutenção de um peso corporal adequado e a realização de exercícios físicos ajuda a reduzir o risco de câncer de esôfago, estômago, intestino (cólon e reto) e mama”.

A Estimativa 2018 de Incidência de Câncer no Brasil foi publicada no Dia Mundial do Câncer (04/02) durante evento realizado pelo Inca e que abordou o tema da campanha deste ano “Fake News, saúde e câncer”.

Fonte: oncologista do Serviço de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento, Dra. Daniela Rosa (CRM: 23791), e o oncologista e médico do Serviço de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento e fellow do Johns Hopkins Hospital, Dr. Pedro Henrique Isaacsson Velho (CRM: 34320).
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