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Iniciativa inédita do Hospital Moinhos de Vento integra o 1° Congresso Sul-Americano de Resíduos Sólidos e Sustentabilidade

Gerenciamento de resíduos da instituição foi apresentado pela área de Gestão Ambiental em evento que acontece até o dia 14 de junho, em Gramado

Há um ano, o Hospital Moinhos de Vento implantou uma iniciativa pioneira no Brasil para a transformação de resíduos Hospitalares. A Central de Transformação de Resíduos trata e reaproveita as 2 mil toneladas anuais de materiais gerados na própria instituição. O projeto foi apresentado nesta quarta-feira (13) durante o 1º Congresso Sul-americano de Resíduos Sólidos e Sustentabilidade, realizado de 12 a 14 de junho, em Gramado, na Serra Gaúcha.

No segundo dia de evento, o responsável pela Gestão Ambiental palestrou sobre o “Gerenciamento dos Resíduos de Serviço de Saúde do Hospital Moinhos de Vento”. Rogério Almeida da Silva explicou como que estas sobras, que até então eram encaminhadas para aterros sanitários, passaram a ter um destino ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável.

Para a compostagem dos restos alimentares, encontrou-se a alternativa de transformação em adubo orgânico. O composto é utilizado na horta que abastece a instituição com vegetais 100% orgânicos. “Dentro do nosso conceito de sustentabilidade, tudo se transforma. Assim, o adubo orgânico retorna para dar vida as flores do bosque e às culturas da nossa horta, que retornam como alimentos para o refeitório dos colaboradores com um sabor todo especial”, explica Rogério.

A Central fica localizada próxima ao bosque da instituição, comporto por cerca de 800 árvores. Lá, ocorrem a coleta, a triagem e o tratamento do que foi descartado. Papéis e papelões são encaminhados para transformação em papel higiênico, que retorna para uso nas áreas administrativas e de circulação da instituição. Materiais plásticos regressam na forma de sacos de lixo. Recipientes pet são enviados a uma indústria que os transforma em vassouras.

Com o objetivo de descontaminar resíduos infectantes, foi implantada autoclavagem, que eleva a temperatura acima de 130°C em um ambiente fechado. Depois de triturado e compactado, o material abastece um gaseificador de resíduos sólidos, que deve entrar em operação no próximo passo do projeto. Desta forma, será possível reunir por dia 240 kg resíduos sólidos, aquecê-los e transformá-los em gás combustível. Todo o vapor gerado será introduzido na rede interna de aquecimento do hospital assim que esta etapa estiver em pleno funcionamento.

O Congresso conta, também, com a participação de representantes do Ministério do Meio Ambiente, Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), da universidade do Paraná, do Ministério Público do RS, entre outros.

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