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Hospital Moinhos de Vento treina equipes para ampliar segurança do paciente

Especialistas do Armstrong Institute do Johns Hopkins Hospital (EUA) capacitaram colaboradores da instituição em Porto Alegre e participaram de Grand Round sobre eventos adversos

Mais 40 colaboradores do Hospital Moinhos de Vento foram treinados por profissionais do Armstrong Institute do Johns Hopkins Hospital (EUA) para a formação de sete novas equipes de CUSP (Comprehensive Unit-based Safety Program) – programa voltado para a cultura da qualidade e segurança na saúde.

A principal finalidade é a prevenção de eventos adversos – complicações indesejadas decorrentes do cuidado prestado aos pacientes, não atribuídas à evolução natural da doença de base.

– O Moinhos de Vento é única instituição no Brasil a adotar o modelo CUSP – destaca a superintendente assistencial, Vania Röhsig.

– Com o projeto CUSP, qualificaremos ainda mais os times assistenciais, o que irá melhorar a segurança dos pacientes em suas unidades de atendimento – acrescenta.

Na tarde da quinta-feira (9), os profissionais da instituição americana apresentaram o Grand Round com a palestra “Eventos adversos em saúde: quem são as vítimas?”. O Anfiteatro Schwester Hilda Sturm teve lotação máxima. Além disso, o Grand Round foi transmitido por videoconferência para 45 instituições de saúde de todas as regiões do Brasil.

– Evento adverso em saúde ainda é um assunto pouco discutido no país, e temos a preocupação em alavancar a cultura de segurança no Hospital Moinhos de Vento. Por isso trouxemos uma equipe do Armstrong Institute visto eles terem experiência e conhecimento diferenciados na área – afirmou a enfermeira Aline Brenner, coordenadora deste Grand Round.

Na palestra, Robert Elliot, que atua há mais de 20 anos na instituição americana, destacou modelos que podem ser adotados para difundir a cultura da segurança do paciente. Líder do Programa de Segurança Integral da Unidade de Cuidados Intensivos no Johns Hopkins, Amy Plotts disse que é um desafio implantá-los, no entanto, depois de consolidados, resultam em diferentes benefícios. Um hospital em Michigan (EUA), por exemplo, passou a economizar US$ 1 milhão por ano com a redução no número de eventos adversos.

– A cultura da segurança e engajamento das equipes é um esforço contínuo. É preciso preparar e treinar os profissionais continuamente – disse.

Ainda de acordo com Amy, que também orienta equipes CUSP em hospitais nos EUA e em outros países, melhorando o design dos processos, há mais tempo para médicos e enfermeiros estarem à beira-leito.

Coordenadora de Inovação para Segurança, Michelle Patch abordou na palestra o tema segunda vítima – referência ao profissional da saúde envolvido em um evento adverso. Um evento que chega ao paciente, geralmente decorre de falhas no desenho dos processos assistenciais e, frequentemente, em mais de uma etapa. Por isso, a importância da descrição de rotinas e protocolos, treinamentos continuados, e processos de auditoria e revisão de melhores práticas, facilitando o cumprimento de cada procedimento e ainda identificar possíveis riscos e falhas.

Com uma carreira de 18 anos em enfermagem, Michelle ainda apresentou o RISE (Resilience in Stressful Events). O programa é composto por uma equipe multidisciplinar – assistentes sociais, médicos, religiosos entre outros – que apoia emocionalmente colegas envolvidos em episódios relacionados a eventos adversos.

A parceria do Moinhos de Vento com o Armstrong Institute existe há dois anos – dentro da afiliação a Johns Hopkins, que completa cinco anos neste mês. Em 18 meses trabalhando com a metodologia CUSP, houve avanços em diferentes unidades no Hospital, e melhoria de diversos indicadores, como redução de infecções, melhoria na comunicação efetiva entre times, diminuição no risco de quedas e ampliação do uso seguro de medicamentos.

 

 

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