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Criança tem indicador transformado em polegar em cirurgia rara realizada no Hospital Moinhos de Vento

Após mais de duas horas de cirurgia, o indicador de uma criança foi transformado em polegar em procedimento realizado no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. A menina, que vive em Mato Grosso do Sul e foi trazida pela família à instituição especialmente para isso, passa bem depois da intervenção realizada na terça-feira (27).
A técnica, chamada de policização, consiste em transformar o indicador em um polegar. A mão esquerda ficará com quatro dedos, mas manterá grande parte das funções, permitindo diferentes atividades como escrever e segurar objetos. O dedo ficará com o visual e a funcionalidade de um polegar.
O ortopedista e traumatologista e especialista em Cirurgia da Mão e Microcirurgia, Paulo Henrique Ruschel, explica que foram feitas alterações nas estruturas óssea, muscular e dos tendões por meio de microcirurgia. A agenesia de polegar é uma patologia genética considerada rara. Em 22 anos de profissão, Ruschel realizou pelo menos 10 procedimentos semelhantes.
“Não é uma simples transferência. O indicador, por exemplo, tem quatro ossos e o polegar, três. Entre os tendões, cinco tiveram de ser modificados. Sem o polegar, a mão perde 70% de sua função”, afirma o cirurgião da mão e microcirurgia reconstrutiva.
A primeira etapa consistiu em manter a circulação e a inervação. Depois, foi feita a pronação, que é deixar o novo polegar de frente para os demais dedos. “Esse reposicionamento é importante para a mão conseguir segurar objetos, fazendo o movimento de pinça”, reforça o especialista que tem pós-graduações em cirurgia da mão e microcirurgia no The Robert Jones Orthopaedic Hospital, em Oswestry, e em cirurgia da mão e nervos periféricos no The Royal National Orthopaedic Hospital Londres, também na Inglaterra.
Nestes casos, a cirurgia é realizada quando o paciente atinge cerca de dois anos de idade. Isso se dá por dois motivos, basicamente: as estruturas da mão estão maiores e porque o cérebro ainda não tem todos os registros do polegar, ficando receptivo à alteração.
Segundo a mãe da paciente, a vinda até o Rio Grande do Sul foi motivada pela busca profissional capacitada para realizar a cirurgia. “A cirurgia foi um sucesso. Nossa expectativa não poderia ser melhor. Estamos agradecidos, a equipe nos passou muita confiança e foi tudo perfeito, desde a internação até o momento da alta”, diz Maíra Alonso Steffens.
A alta aconteceu no dia seguinte. Por 4 semanas a paciente terá de ficar com a mão imobilizada e, depois, fazer fisioterapia durante o período entre 3 e 6 meses.

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