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Avanços no tratamento do câncer são apresentados por especialista norte-americano no Hospital Moinhos de Vento

O futuro da Radioterapia e os avanços com a adoção combinada com imunoterapia foram discutidos no Grand Round realizado pelo Hospital Moinhos de Vento nesta quarta-feira (06/12). Os resultados do hipofracionamento – técnica que diminui o número de sessões da irradiação através do uso de doses maiores por sessão – foram apresentados pelo rádio-oncologista Patrick Kupelian, convidado para as atividades que marcam dos 12 anos do serviço de Radioterapia da instituição.
Professor da Universidade da Califórnia (Los Angeles, EUA), Kupelian apresentou gráficos demonstrativos da segurança das novas técnicas de tratamento. Ao mesmo tempo que é menos tóxica e mais ágil, permite o tratamento de um número maior de pacientes por aparelho. “O hipofracionamento é mais rápido, mais eficiente e com um custo menor”, indicou o especialista.
Após o painel, o coordenador da Unidade de Radioterapia e Radiocirurgia, Wilson José de Almeida Junior, apresentou o crescimento no setor aberto em 2005, quando a maior parte dos pacientes que necessitavam de radioterapia com técnicas avançadas buscavam o tratamento fora do Estado ou mesmo em outros países. Em menos de três anos, o serviço já somava diversos ganhos terapêuticos. Junto com as inovações tecnológicas implantadas no decorrer desse período, em 2014 passou a ser referência no Brasil, ao lado de outras instituições de ponta no país.
Junto à inauguração do Centro de Oncologia Lygia Wong Ling, outro marco na história do serviço foi a aquisição do acelerador linear TrueBeam em associação com o sistema de localização Calypso. Este sistema utiliza implantes eletromagnéticos colocados na área ou tumor a ser irradiado possibilitando a monitorização do tratamento em tempo real. É também denominada radioterapia 4D, pois considera o fator tempo durante a aplicação do tratamento. “O avanço no tratamento passou, sobretudo, pelo escalonamento da dose. A alta precisão, com doses mais elevadas e a diminuição da margem da irradiação, foi a grande conquista”, observou o coordenador. O Sistema Calypso é usado com sucesso no câncer de próstata, além de mama e pulmão.
O chefe do Serviço de Oncologia, Sergio Roithmann, participou da mesa, falando das previsões de tratamento. “Há 30 anos, só havia intervenção cirúrgica. Hoje, o avanço na qualidade de imagens, como o PET/CT, já permite a detecção da doença oligometastática inicial. Isso nos dá muito otimismo para os próximos cenários”, disse Roithmann.

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