Nossa História

EM 1914 FOI LANÇADA A PEDRA FUNDAMENTAL DO HOSPITAL ALEMÃO, HOJE, HOSPITAL MOINHOS DE VENTO.

A comunidade alemã de Porto Alegre acalentou durante anos o sonho de construir uma instituição de saúde
nos moldes dos melhores hospitais europeus. Seu objetivo era uma organização que trabalhasse sob os princípios de higiene e limpeza mas, principalmente que fosse aberta a toda à comunidade, sem distinção de credo, etnia ou situação social.

Este ideal começa a tomar forma em 1914, quando foi lançada a pedra fundamental do então Hospital Alemão. Hoje, um século depois, a Instituição combina o legado de humanidade das religiosas alemãs que durante décadas administraram o Hospital, a vocação para a evolução médica e assistencial e um foco profundo na busca pela qualidade. Veja abaixo os principais marcos de nossa história.

Fonte:  Espaço Memória Amarílio Viera de Macedo (EMAVM)

 

1912
1914
1919
1924
1927
1927
1937
1942
1952
1956
1958
1959
1967
1968
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1974
1974
1974
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1979
1983
1990
1992
1994
1997
1997
2002
2002
2003
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2004
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2005
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2008
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2011
2012
2013
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2014
2015
2015
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2016
1912 2016
1912

É aprovado por unanimidade, conforme decisão tomada em Assembleia geral da Liga das Sociedades Germânicas, a construção do Hospital Alemão.

1914

Lançamento da pedra fundamental no ano de 1914.

1919

Inicia-se a campanha de arrecadação de fundos para a retomada das obras.

1924

Retomada da construção do Hospital Alemão e chegada do arquiteto alemão Adolf Müller, especialista em construções de hospitais.

1927

A comunidade teuto-riograndense, com orgulho, inaugura o Hospital Alemão, futuro Hospital Moinhos de Vento.

1927

Criação do Curso de Enfermagem do Hospital Alemão, um dos pioneiros na área da saúde do Rio Grande do Sul.

1937

Fica pronto o pavilhão destinado à nova Maternidade.

1942

Em face as pressões do Estado Novo e as implicações derivadas da 2ª Guerra Mundial a mantenedora da instituição toma a decisão de mudar o nome para Hospital Moinhos de Vento.

1952

Ao comemorar 25 anos de história, o Hospital Moinhos de Vento celebra a capacidade de se manter com recursos próprios.

1956

O Hospital Moinhos de Vento é o 1º hospital do Rio Grande do Sul a determinar que as cirurgias sejam acompanhadas por anestesiologistas.

1958

Decreto Federal n° 45.113 reconhece oficialmente o curso da Escola de Enfermagem do Hospital Moinhos de Vento.

1959

No ano de 1959, inicia-se uma série de ampliações e renovações tecnológicas equipam o Hospital com berçário, salas de Raios-X e de Partos. As Salas de cirurgia recebem modernos sistemas de refrigeração e aquecimento, além de nova mesa operatória, aparelho de broncoscopia, microscópio, condutos de oxigênio e ar comprimido.

1967

Inauguração dos Centros Cirúrgico e Obstétrico.

1968

Realizado no Hospital o primeiro reimplante de mão do Brasil, cirurgia realizada pelo Dr. Jorge Ely da Fonseca.

1970

Afrani Cerdeira, Ruben Knijnick e Loreno Brentano realizam no Hospital Moinhos de Vento o primeiro transplante de rim do Rio Grande do Sul.

1974

Inauguração do Centro de Tratamento Intensivo.

1974

A Secretaria de Cultura do Rio Grande do Sul autoriza o funcionamento dos curso de Técnico em Enfermagem e Radiologia Médica.

1974

Os médicos Gilberto Barbosa e Jair Saadi realizam as primeiras cirurgias cardíacas. Os médicos Amaro Ferreira Damasceno, Joel Halpern e José Danesi colocam a primeira prótese total de quadril.

1976

Criação do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Moinhos de Vento (SCIH), um dos pioneiros do estado.

1978

Inauguração das atividades do Centro Clínico Ramiro Barcelos, atual Bloco A.

1979

Inauguração do Centro de Radiologia.

1983

Implantação do Cardiolab e dos Serviços de Pneumologia, Neurofisiologia, Medicina Nuclear, Engenharia Clínica e Laboratorial do Sono

1990

Implantação do Laboratório Vascular, do Check-Up Moinhos de Vento, do Laboratório de Respiração e do Centro de Endoscopia.

1992

O médico Alcides José Zago realiza a primeira aterectomia coronária do Rio Grande do Sul no Hospital Moinhos de Vento.

1994

Adesão ao Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP).

1997

O Hospital Moinhos de Vento adota a praça Júlio de Castilhos.

1997

Inauguração do Centro de Recuperação Obstétrica.

2002

Hospital Moinhos de Vento comemora 75 anos com a inauguração do novo Centro de Diálise e da nova área de recuperação para pacientes anestésicos cirúrgicos.

2002

O Hospital torna-se pioneiro na luta contra a Transmissão Vertical do HIV, dando treinamento à equipe e ao corpo clínico da Maternidade.

2003

Inauguração do Instituto de Educação e Pesquisa (IEP).

2003

Realizado o primeiro Transplante Hepático no Hospital Moinhos de Vento.

2004

Inauguração do Centro Clínico Tiradentes (atual Bloco B).

2004

Inauguração do Espaço de Saúde e Bem-Estar no Shopping Iguatemi (hoje Espaço Clínico do Hospital Moinhos de Vento Iguatemi) e criação das novas unidades de Diálise e Endoscopia.

2005

O Hospital Moinhos de Vento implanta o prontuário Eletrônico, que substitui os documentos em papel, facilitando o acesso às informações do paciente.

2005

Hospital Moinhos de Vento lança o projeto Habitat na Ilha Grande dos Marinheiros para promover a qualidade de vida da população das ilhas a partir de ações que envolvem saúde, educação, gestão social participativa, proteção social e ambiental.

2005

Realizada a primeira Cirurgia de Facoemulsificação, que colocou o hospital no patamar das melhores instituições quanto à qualificação para cirurgias do segmento anterior.

2007

O Hospital Moinhos de Vento implementa o MV 2000 i: sistema informatizado de armazenamento de dados que aperfeiçoa processos operacionais e administrativos, desde a recepção dos pacientes até o faturamento e recebimento das contas.

2008

O Ministério da Saúde reconhece o Hospital Moinhos de Vento entre os seis “Hospitais de Excelência a serviço do Sistema Único de Saúde”.

2009

Início das obras de Implantação do Projeto Social da Restinga e Extremo-Sul.

2011

Inauguração da Maternidade Helda Gerdau Johannpeter.

2012

Inauguração da nova Unidade de Endoscopia.

2013

Ampliação do Centro Cirúrgico e inauguração da nova Unidade de Diálise.

2013

O Hospital Moinhos de Vento firma acordo com o Hospital Johns Hopkins Medicine International de Maryland, possibilitando o intercâmbio de melhores práticas de assistência, pesquisa, educação e gestão.

2014

Em 04 de julho de 2014, é inaugurado oficialmente o Hospital Restinga e Extremo-Sul.

2015

Inauguração do Serviço Premium: Unique.

2015

Inauguração do Centro de Terapia Hematológica.

2015

Assinatura do acordo com o Instituto Ling para lançar o Centro de Oncologia Lydia Wong Ling.

2015

Assinatura de um termo de intenções entre Hospital Moinhos de Vento, Grupo Zaffari, construtora Melnick Even e a Prefeitura de Porto Alegre, formalizando o compromisso em colaborar com o desenvolvimento e a implantação de novas unidades de saúde para compor o Hub da Saúde da capital gaúcha.

2015

Início das obras do novo prédio que terá 100 leitos e será destinado às áreas de internação clínica, cirúrgica e de terapia hematológica.

2016

Inauguração do novo Centro de Oncologia Lydia Wong Ling.

GALERIA DA EXCELÊNCIA MÉDICA

A trajetória dos profissionais do Hospital Moinhos de Vento

Dr. Aloyzio Cechella Achutti

PERFIL

Nascido em 1º de julho de 1934 em Santa Maria, Rio Grande do Sul, Dr. Aloyzio Cechella Achutti é filho de Bortolo Achutti e Luiza Cechella Achutti. Casou-se em 1957 com a médica Valderês Antonietta Robinson Achutti. Ambos com ascendentes germânicos nas familias (Ele das primeiras levas de imigrantes: Böbien, Adamy, depois Link e Sebastiany e ela descende das famílias Lichtler, Robinson, Janz Michel e Muller). O Dr. Achutti têm três filhos: Luiz Eduardo (Antropólogo e Professor UFRGS), Ana Lúcia (Médica Psiquiatra) e Lúcia Helena (Jornalista e Bacharel em Direito) e os netos: Júlia, Pedro Martin, Antônio e Eduardo.

Médico formado há quase 60 anos pela Faculdade de Medicina da UFRGS, o Dr. Achutti foi professor visitante e consultor temporário de centros ligados à Epidemiologia, Saúde do Adulto, Envelhecimento e Educação em Saúde em instituições públicas do Brasil e de outros países. Foi residente-chefe da primeira turma de residência médica do Rio Grande do Sul e integrou a primeira equipe de cirurgia cardíaca do Estado. Também coordenou os primeiros programas de Controle de Doenças Crônicas em Saúde Pública no país.

Contribuição geral para a Medicina

A partir de 1986 e em mais duas ocasiões, o Dr. Achutti foi membro do Conselho Diretor da Unidade de Doenças Cardiovasculares da Organização Mundial da Saúde. Também integrou o Painel Científico da Sociedade Internacional e Federação Mundial de Cardiologia. Foi consultor temporário da Organização Pan-americana da Saúde, Organização Mundial da Saúde e Banco Mundial em oportunidades relacionadas com projetos de investigação e intervenção populacional, quase sempre ligados à Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças Cardiovasculares. Criou o Serviço de Cardiologia Pediátrica do Hospital da Criança Santo Antônio e foi fundador do Departamento de Cardiologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Entre os diversos prêmios recebidos estão: Prêmio “Destaques Médicos 1988-1989, conferido pela Associação Médica do Rio Grande do Sul por serviços prestados à comunidade; Prêmio da Federação Mundial de Cardiologia “World Cardiology Award”, em 2002, em Sidney, por ocasião da assembleia geral da instituição durante o Congresso Mundial de Cardiologia; e Prêmio Mário Rigatto Amrigs 2004, como personalidade atuante no controle do tabagismo. Recentemente foi agraciado com o título de Cidadão de Porto Alegre.

Contribuição para O hospital

Membro da Comissão de Orientação Médica do Hospital Moinhos de Vento, a trajetória do Dr. Achutti está diretamente ligada à história do Serviço de Neonatologia da Instituição, desde 1960, quando a Cirurgia Cardíaca dava seus primeiros passos e se dispunha apenas do exame físico, ausculta cardíaca, eletrocardiograma e Raios X para fazer diagnósticos.

Mais tarde, o especialista passou a atuar em outras áreas do Hospital e contribuiu com novas técnicas para área da Cardiologia. Dizia na comemoração do Dia do Médico em 2007: “A Instituição avançou e hoje temos o reconhecimento público e formal e a excelência nos padrões de organização hospitalar e prática profissional, recursos tecnológicos e desenvolvimento de técnicas de primeira linha, frutificação de projetos de pesquisa científica e educacional, além do desenvolvimento de ações de responsabilidade social na assistência à saúde da população carente.”

Para o médico, o Hospital Moinhos de Vento representa muito mais do que uma entidade hospitalar. Ele ressalta que o ambiente da Casa suscita algo além da tranquilidade e segurança necessárias para facilitar a prática médica dos profissionais. “Provavelmente é o cultivo da humanização nas relações tanto entre os que aqui prestam serviços como aqueles que são servidos. Eu ousaria a dizer que esta Instituição tenta se aproximar do modelo básico da organização humana, que é a família”, finaliza.

Dr. Edgar Diefenthaeler

PERFIL

O Dr. Edgar Diefenthaeler nasceu em Porto Alegre e formou-se na Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1942. Sua tese de doutorado foi “Uma contribuição ao Tratamento de Queimaduras da Pele”. Ao final dos anos 50 foi o primeiro médico brasileiro bolsista da Câmara Alemã-Ibero-Americana. Fez sua formação em Cancerologia na Universidade de Munique e cirurgia oncológica na Universidade de Heidelberg. Foi professor e chefiou o Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. O médico foi um dos fundadores do Hospital Santa Rita.

Contribuição geral para a Medicina

O oncologista também foi presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia e em 1963 assumiu a direção médica do Hospital Santa Rita, onde atuou por 24 anos. Durante seis décadas trabalhou na Santa Casa de Misericórdia, grande parte desse tempo dedicado à chefia da Enfermaria 40, de cirurgia.

Ao longo de sua brilhante carreira na Medicina, o Dr. Diefenthaeler foi agraciado com importantes distinções em reconhecimento pela sua dedicação e empenho profissional.
Entre as mais importantes destacam-se:

  • Medalha do Serviço do Serviço Nacional do Câncer pelo Centenário do Nascimento do Professor Mário Kroeff, pelo reconhecimento do seu trabalho no combate ao câncer no País.

  • Destaque da Secretaria de Saúde pelo reconhecimento ao seu trabalho no Estado.

  • Título honorífico de Cidadão Emérito de Porto Alegre.

  • Recentemente a Prefeitura de Porto Alegre inaugurou a Rua Dr. Edgar Diefenthaeler, em homenagem ao pioneiro da luta contra ao câncer.

Contribuição para O hospital

No Hospital Moinhos de Vento, onde atuou por mais seis décadas, chegou a ser o médico mais antigo na ativa do Corpo Clínico, fato de que se orgulhava muito. Em depoimento à Revista Bisturi na edição comemorativa aos 80 anos do Hospital Moinhos de Vento, falou sobre a importância de estar inserido na história do Hospital. Na época, Dr. Edgar completava 65 anos de atuação na Instituição e destacou que se sentia em casa. Suas palavras foram: “Todos os meus filhos, netos e bisnetos nasceram aqui. Ainda hoje, acordo às 7h e tenho a sensação de que preciso ir trabalhar.

O Hospital é um orgulho para toda a sociedade, além de ser o melhor equipado e o mais conhecido no Brasil e no exterior”. O médico nacionalmente reconhecido como pioneiro no combate ao câncer faleceu no dia oito de fevereiro de 2009, aos 92 anos, na sua casa de veraneio em Itapeva/Torres. Um dos seus legados para o Hospital Moinhos de Vento foi a dedicação em aliviar o sofrimento humano. Considerava o seu principal ensinamento a importância em manter afinado o “ouvido clínico”. Ele acreditava que os mais jovens estão perdendo esta habilidade, prendendo-se aos exames laboratoriais. Segundo o médico, um bom relacionamento médico-paciente é a base para o diagnóstico e o tratamento a ser seguido.

Dr. Loreno Brentano

PERFIL

O Dr. Loreno Brentano nasceu em 1931, na cidade de Arroio do Meio, no Rio Grande do Sul. Passou a infância e a adolescência em Roca Sales. No ano de 1947, aos 14 anos, veio para a Capital num vapor que fazia um trajeto de Estrela a Porto Alegre. Completou o curso secundário no Colégio Rosário e se formou na Faculdade de Medicina da UFRGS, em 1955. A escolha pela cirurgia foi motivada pela experiência vivenciada na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e por admiração a outros cirurgiões.

O médico é casado com a Dra. Heloisa Brentano, têm três filhos: Fernando, Alberto e Augusto e cinco netos. Um dos netos é medico e faz residência em radiologia.

Contribuição geral para a Medicina

Esteve fora de Porto Alegre por quatro anos, o primeiro em estágio no Hospital de Clínicas de São Paulo e outros três como médico em Santa Cruz do Sul. Voltou a Capital em 1960 como médico residente da enfermaria 30 da Santa Casa de Misericórdia, da qual mais tarde se tornou diretor. Em 1962 ingressou no corpo docente da Faculdade de Medicina da UFRGS como auxiliar de ensino. Em 1963 fez concurso de livre docência em cirurgia e foi promovido professor adjunto. Mais tarde conquistou a posição de professor titular em concurso público que foi muito concorrido.

Ainda, em 1963, foi selecionado por uma bolsa na Kellogg Foudation, nos Estados Unidos, que o levou como Fellow na Barnes Hospital da Washington University, em Saint Louis, Missouri. Naquela Universidade foi, ao término do estágio, contratado como “assistant professor”. Apesar dessa posição acadêmica, decidiu voltar ao Brasil. Antes passou dois meses na Faculdade de Medicina da Denver University, estagiando no Serviço do Dr. Starzl, pioneiro na cirurgia de transplante de rim e fígado nos Estados Unidos.

Retornando ao país passou a atuar como professor da Faculdade de Medicina, na Enfermaria 30 da Santa Casa. Na época era considerado Serviço modelar de Cirurgia do Estado. Paralelamente, montou um laboratório de cirurgia experimental onde realizou transplantes renais em cães, junto com o médico Dr. Walter Koff. Nesse período, atuou como preceptor de um bom número de médicos jovens que vieram a se tornar proeminentes em várias áreas cirúrgicas.

De 1980 a 1984, foi presidente do Hospital de Clinicas de Porto Alegre, numa gestão marcada pela valorização do ensino e treinamento médico dentro do Hospital Universitário.

Contribuição para O hospital

O Dr. Loreno Brentano ingressou no Hospital Moinhos de Vento como médico assistente do Hospital Moinhos, no ano de 1966, quando retornou dos EUA. Foi do primeiro grupo de médicos a ter consultório no Centro Clínico da Rua Ramiro Barcelos.

Em 1970 realizou ao lado do Dr. Afrani Cerdeira e Ruben Knijnick, o primeiro transplante renal do Rio Grande do Sul e segundo do Brasil. Também foi pioneiro ao lado da sua esposa, Dra. Heloisa Martins Brentano, na implantação da cirurgia laparoscópica no Hospital.

Dr. Brentano se orgulha de ter contribuindo com a história do Hospital ao lado dos colegas que se tornaram grandes amigos. Ele recorda dos avanços que testemunhou em cada dia da sua rotina no Hospital, em que atuou até 2008 – data da sua última cirurgia realizada na Instituição.

Dr. Guenther Von Eye

PERFIL

O Dr. Guenther von Eye nasceu no ano de 1933 em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 1959. Casou-se com Gilca Simões Pires von Eye e teve dois filhos que se tornaram médicos: Dra. Helena von Eye Corleta (especialista em Reprodução Humana) e Dr. Osvaldo Simões Pires von Eye (Nefrologista).

Ele foi assistente do cardiologista Normélio Nedel e atuou como professor universitário na UFRGS. Especialista em Medicina Interna e Cardiologia, realizou o Curso de Especialização em Medicina do Trabalho na Universidade Livre de Berlim em 1964. Integrou a primeira turma de médicos residentes em Cardiologia ao lado do Dr. Aloysio Achutti, na Enfermaria 38, serviço do Professor Eduardo Faraco da Faculdade de Medicina da URGS, na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre

Contribuição geral para a Medicina

O Dr. Guenther fez sua trajetória profissional no Hospital Moinhos de Vento, na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Sua contribuição para Medicina está representada nos 48 anos em que atuou como professor da UFRGS. Sempre com muito bom humor, o especialista deixou sua marca dentro da academia e contribuiu com a formação de centenas de estudantes. Ele fazia questão de levar os alunos para à beira do leito dos pacientes a fim de que tivessem uma visão real da profissão.

Contribuição para O hospital

O médico integrou o corpo clinico do Hospital Moinhos de Vento no período de 1958 a 2013. Dr. Guenther dirigiu o primeiro Serviço de Eletrocardiografia do Hospital durante 25 anos. Junto com os médicos Normelio Nedel e Felisberto Ferreira, colaboraram na criação do CTI de Adulto do Hospital Moinhos de Vento. Incansável profissional, relata uma ocasião durante um feriado de Páscoa ficaram sob seus cuidados 20% dos pacientes internados no Hospital. “Sempre vesti a camiseta da Instituição”, comenta. Ele sempre procurou ter um ótimo relacionamento com os colegas, promovendo num espírito de cordialidade e cumplicidade entre seus pares. Recorda do carinho e amizade que constituiu com as diaconisas, em especial a Irmãs Hilda Sturm e Arminda Stalhoefer que se tornaram grande amigas da família do médico.

O Dr. Guenther acredita que é muito importante o Hospital ter um bom relacionamento com o corpo clínico. Nessas mais de cinco décadas, testemunhou várias transformações na Instituição, mas faz questão de lembrar a importância de se manter a essência do Hospital, que desde sua fundação procura combater a discriminação religiosa e honra o trabalho social. “Muitos de nós fornecíamos algo além do diagnóstico correto ao paciente. Promovíamos a humanidade também”, ressalta. O médico revela que a empatia é um atributo que distingue e qualifica o profissional, praticando uma Medicina mais humana, que escuta e assiste o Ser Humano. Saber se colocar no lugar do paciente é uma propriedade que nem todos têm”, conclui.

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