A partir desta data os imigrantes alemães residentes no Rio Grande do Sul podiam contar com um hospital que respeitava sua individualidade religiosa e seus valores pessoais: foi inaugurado o "Hospital Alemão", obedecendo aos padrões de qualidade das melhores instituições de saúde da Europa. Possuía 80 leitos e era dirigido por doze irmãs religiosas. Desde o início de suas atividades, uma linha foi traçada para o hospital: atender a todos os doentes, independente de raça, credo religioso, nacionalidade ou cor, preservando a cultura, o idioma e os valores alemães no Rio Grande do Sul.
Em setembro, deu-se por concluída a construção, estando o prédio pronto para ser inaugurado. Na manhã do dia 2 de outubro foi inaugurado o “Hospital Alemão”, assim chamado na época o Hospital Moinhos de Vento. Autoridades, médicos, comerciantes, banqueiros, industriais, advogados e representantes de todas as classes prestigiaram o evento. A inauguração iniciou com solenidades religiosas. Enquanto as pessoas esperavam o ato inaugural, foram surpreendidas pelo hidroavião Atlântico que sobrevoou o local em vôos rasantes. Foram feitas saudações e discursos, e logo após foram entregues as chaves do hospital à Irmã Sophie Zink: o Hospital Alemão foi oficialmente inaugurado. A administração do hospital foi confiada às Irmãs da Comunidade Evangélica, todas elas habilitadas em curso de enfermagem.
Após as comemorações, o hospital ficou aberto para visitação. Nos dias seguintes, o Hospital Alemão recebeu visitas de médicos e o seu primeiro paciente.O movimento do hospital foi crescendo, apesar da regra diferenciada que não permitia acompanhantes nem visitas fora do horário fixado. Profissionais formados de diversas nacionalidades trabalhavam no hospital, independentemente do seu credo.
Getúlio Vargas regulou as profissões da área da saúde.